quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Justin Timberlake e a História do Rap



A tempos eu ando paquerando a black music para meus sets (ouvindo um monte em casa e pegando dicas em filmes e no youtube) até falei da Janelle Monaé e estou devendo uma série de sons aqui (assim que eu aprender a colocar rotina no sono da Estela, vai sair)

Hoje eu serei breve!
Tá pipocando pela net um vídeo do Justin Timberlake (que eu adoro de paixão) no Late Night, programa do multifacetado, do comediante e apresentador Jimmy Fallon mostrando que sabe bem o que é o Hip Hop e cantando os classicos ao longo do tempo no programa!

dá uma olhada no vídeo




E se por acaso você quiser saber quem são os cantores e canções que você não está identificando nessa lista, olha só:

sugarhill gang - rappers delight
peter piper - run dmc
paul revere - beastie boys
humpty dance - digital underground
nuthin but a g thing - dr. dre and snoop dogg
(california love - tupac)
juicy - notorious big
the seed 2.0 - the roots
slim shady - eminem
work it - missy elliot
crank dat - soldier boy
live your life - t.i. and rihanna
golddigger - kanye west
empire state of mind - jay z and alicia keys

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Trilha sonora da faxina




Sábado de sol, folga e um pique absurdo...

Momentos raros como esse vem seguidos de felicidade, vontade de deixar o canto limpo ou simplesmente atender aos pedidos de seus familiares para que você faça a sua parte na limpeza do cafofo. Lata d’agua na cabeça, lá vai você virar a Amélia, Dita, empregada...

Liga o som, se é que hoje em dia você ainda tem um em casa! A Caixa do Ipod, MP3, micro sistem, note book, não importa, de algum lugar um sai razoável sai para que você possa cumprir com suas metas domésticas no dia escolhido e minha pergunta é:

Qual a melhor música para iniciar uma faxina?

Ou melhor, qual a melhor trilha sonora para faxina?

De Ivete Sangalo a Pulp, recebi via twitter algumas indicações de músicas ideiais para encarnar a Dita:

Na base do beijo - The Gossip - Makin’ Happy - Cotidiano - Around the world - Hot N cold - Tapa na cara - E daí - Waka Waka - All the lovers - Babies



E você, o que costuma ouvir quando coloca os móveis pra cima e se entrega ao vai e vem da Vassoura?

Eu? Ultimamente, descobri a Janelle Monaé! Ela até merece um post só pra ela, mas vou deixar você descobrir que o disco “Archandroid “ é simplesmente DEMAIS!




Inté



quinta-feira, 19 de agosto de 2010



A foto acima ilustra bem o porque “oficial” deste blog ter ficado tantos meses abandonado!
Agora, 2 da manhã, depois de ninar a Estela com sua musica preferida, estou aqui para oferecer musica apenas.

Vou contar aos poucos o que ando ouvindo e o que ando preparando para a volta as discotecagens. Por enquanto quero partilhar com vocês Fits and the Tantrums, uma das minhas descobertas musicais durante a gravidez .
Americano, fofo demais e com influências super respeitáveis, como a gravadora Motown, o primeiro disco só tem 5 faixas. Songs for a Breakup vol. 1 foi gravado na sala de Fits e inspirado em seu coração partido... azar o dele, sorte nossa!

Breakin the Chains of love, sonzeira deliciosa pra partilhar com os amigos na pista, delicien-se!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Desabafo sobre o dia internacional da Mulher

São 7h...

O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede...
Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje...
Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até...
Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas...
Aquário? Olhando os peixinhos nadarem...
Se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento...
Brigadeiro...
Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.
Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher... queria saber PORQUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela...
Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia abord ar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.
Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço" !!!
Que espaço, minha filha???
Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés.
Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!! Que raio de direitos requerer?
Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz...
Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim.
E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.
Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.

PORQUE???..me digam PORQUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o "macharedo" (essa palavra não faz parte do dicionário)? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo!!!
Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar... tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!!
E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!)...
Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles...
Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

CHEGAAAAAAA!!!... eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela... ai, meu Deus, já são 7:30, tenho que levantar!..., e tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz um cafezinho, por favor?", descobri que nasci para servir.
Vocês pensam que eu tô ironizando? To falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna....

Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?

(Autora: uma Executiva muito P da Vida)!!!!"

terça-feira, 6 de outubro de 2009

MANUEL DE ETIQUETA COMO LIDAR COM UM DJ!

Jorge Wakabara, dj da Balada Mixta, fez hoje um texto ícrível sobre como lidar com um dj e por estar cansada de todas as noites passar por pelos menos 5 dessas situações segue para você um manual de como se comportar diante de um dj:

Texto Original - aqui
1. Não tente conversar sobre seus problemas pessoais com o DJ enquanto ele está tocando. Não que ele não possa conversar de jeito nenhum – ele pode, mas está mais concentrado em outra coisa, se é que você não percebeu.

2. Não peça aquela música incrível pro DJ. Existe a velha máxima que diz: DJ não é jukebox. Não é mesmo. Na maioria das vezes, se você está achando o som chato, você está na balada errada ou está precisando beber mais. Ainda mais quando o DJ é o DJ residente. Ele sabe muito bem o que está fazendo, viu? Você que não sabe!

3. Mas se você está achando o som chatíssimo mesmo, vale ficar olhando fixamente pro DJ e, quando seus olhos se cruzarem, fazer uma carinha fofa e um gesto do tipo “pula pra próxima?”. Comigo sempre funcionou. Mesmo porque se estiver chatíssimo, ele também percebeu isso.

4. O DJ adora quando você dança perto dele. Mas ele ODEIA quando você esbarra no equipamento. Portanto, stay close but DON’T GET CLOSER! hahaha

5. Dançar na cabine é legal mas cuidado pra não atrapalhar o DJ. Se você está muito bêbado, dançar na cabine NÃO É LEGAL!

6. É de bom tom deixar o DJ passar na frente na fila do banheiro enquanto ele está tocando e bate aquela vontade de “pera xixi”. Se ele for educado, não vai pedir. Mas se você também for educado, vai oferecer. Ofereça, é fofo e aí você ganha créditos e, quem sabe, ele pode se transformar em jukebox por alguns minutos e tocar a música que você quer muito ouvir. E pode ter certeza que ele vai ser rápido! hahaha

7. O item acima também vale pro balcão do bar. Ou você pode se oferecer pra pegar uma bebida pra ele enquanto ele está tocando.

8. Oferecer bebida do nada também é bom. Mas ofereça o que você já reparou que ele está tomando, pode ser que ele não queira misturar principalmente porque está tocando e não é legal tocar caindo de bêbado. É um jeito de dizer “tô curtindo tanto o seu som que até reparei no que você está bebendo” hahaha

9. Você mexeria nos instrumentos de um cirurgião enquanto ele faz uma cirurgia? Então por que está mexendo nos meus CDs? Tira a mão, por favor? Obrigado.

10. Não, a cabine NÃO É guarda-volumes. Quem deixa as coisas na cabine são os DJs e os amigos muito próximos dos DJs. E os colunistas. E os peguetes. Enfim, como você pode perceber, já é muita gente que deixa as coisas lá. Simancol: deixe a sua mochila em casa, você não precisa levá-la pra balada mesmo, né? E se levou, se vira.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Música da Semana


O negócio é que toda semana eu durmo e acordo com alguma música que gruda na cabeça e só sai depois de 7 dias (algumas demoram mais)e essa semana, eu não parei de dançar...




Day n night. I toss and turn, I keep stressin' my mind,
MIND

é assim que a música Day N' night do rapper Kid Cudi começa... O nego é uma graça, novinho, ja gravou com o MGMT e diz que faz os trabalhos que ele acredita serem bons... com vocês, Kid Cudi!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

No balanço da Black Music

Como o megagênero que influenciou o politizou mundo da música surgiu, não deixando ninguém mais parado.

Por Rodrigo barreiros

A Black Music como conhecemos é um estilo que se popularizou mundialmente entre as décadas de 50 e 70, se diversificando através incontáveis segmentos, como se fossem galhos, de uma mesma árvore musical, a Black Music, que se misturou a outras influências e gerou frutos musicais dos mais diversos.

As raízes dessa árvore nasceram entre os séculos XVII e IX, enquanto escravos africanos em solo norte americano entoavam cânticos de lamentação e louvor a Deus, narrando seu sofrimento e seu passado como forma de expressão. Esses cantos foram transmitidos oralmente de geração em geração, sem qualquer registro, mas gravados nos sentimentos do povo negro. Mais tarde, já após a abolição, um gênero rural surgiu no Sul dos Estados Unidos. De letras melancólicas, narrava o estilo de vida duro e angustiante que os agora trabalhadores negros levavam diariamente. Nascia ali o Blues.

Décadas após a abolição, já no século XX a rotina da população negra dos Estados Unidos ainda era de privação e sofrimento. As oportunidades de diversão residiam nos fins de semana, onde aos sábados, esses trabalhadores se divertiam nos bailes e aos domingos, quando a opção disponível era a igreja, onde a evolução daqueles cantos de louvor era verbalizada através dos corais. Nos bailes de sábado, o som predominante era o Blues, cujos intervalos possuiam sessões de improvisação que mais tarde se tornariam o Jazz. Da fusão entre o Jazz, o Blues e o tipo de vocalização existente nos corais, o Gospel, nasceu o Rythm Blues, ritmo que chamou para dançar os negros e brancos da época, se popularizando pelo mundo.

Mesmo com a paternidade assumida do Rock N Roll, por se tratar da fusão da Black Music ao country, o gênero não representava os anseios e a expressão dos artistas negros da década de 50. Somente na década seguinte, foi que a Soul Music surgiu, à partir de artistas como Ray Charles e Sam Cooke, aliando toda a herança dos ritmos anteriores à fundação de importantes gravadoras como a Motown e a Alantic, constituindo uma indústria fonográfica independente, que passaria a lançar os artistas da época. Esse período contou com uma importante mobilização social e política em favor dos direitos dos negros e o fim da segregação racial nos Estados Unidos, com responsáveis como Martin Luther King e o movimento Black Power.

Da mesma forma que os movimentos sociais cresciam, a Soul Music se agigantava com nomes como Marvin Gaye, de sucessos como Let’s Get it On e Sexual Healing e Aretha Franklin, com Respect e I Say a Little Prayer. Em meados dos 70, considerado o padrinho da Soul Music, James Brown reinventa o estilo Soul Music, influenciado pelo rock de artistas como Little Richads e Chuck Berry. Nascia ali o Funky, ritmo que trazia uma forma alucianada de dançar e ênfase para a percussão e o Baixo, como nos clássicos Sex Machine ou I Got You(I Feel Good) influenciando mais tarde, estilos como o hip hop e a disco music.

A psicodelia do final dos anos 60 e 70 também marcou a Black Music. Nomes como Geoge Clinton & Funkadelic, Kool and The Gang, além de Jackson 5, com sua maneira coreografada de dançar e roupas coloridas marcaram a época e infkuenciaram Black Music. Contudo, baladas romanticas de nomes como Stevie Wonder, Marvin Gaye e Barry White ainda eram os hits da época. Na década de 80, o Pop foi o grande propulsor da Black Music, com nomes como Michael Jackson, Prince e Diana Ross, tornando mais do que nunca o estilo popular. Mas a década não viveu só de Pop. Grupos de Rap Public Enemy e Run DMC surgiram, trazendo o engajamento das décadas anteriores à tona novamente.

Nos anos 90, artistas como Living Colour e Lenny Kravitz surgiram, diretamente influenciados por George Clinton, Prince, além do Rock N Roll e Heavy Metal, mais uma vez misturando estilos e recriando o gênero. Nos anos 2000, mais uma vez o POP ganha espaço com nomes como Beyoncé e Kanye West. Mas toda a luta racial parece ter surtido efeito e em 2008, o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, Barak Obama,é eleito, tornando mais verdadeiro o sonho que Martin Luther King teve um dia. Em qualquer canto do mundo, quando houver um coração partido ou um povo oprimido, haverá um blues, haverá um sonho, haverá o balanço e força da Black Music.